quinta-feira, 25 de junho de 2015

Doce e mar


Pequena flor no mar

Destroçada flor no mar

De tua terra lhe arrancaram

Amassaram, e tuas pétalas arrancaram

Pequena flor no mar

Desprovida de espinhos 

Oh, espinhos! Como encantavam!

Oh, pequena, não te deixes afogar

Já nadaste no fogo

Já provaste do doce

Mas o mundo é salgado

Salgado demais para uma flor

Por isso, nade

Sem se prender

Sem morrer

Pequena flor no mar

Espero-te ao alvorecer

Sabendo que ao mar

Não irá se render

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Fomos sugados pela roda
Quem sou agora?
A propaganda
Ou aquele que dita a moda?

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Disseram que era
Um mundo, mundo, vasto mundo
E a criança segurou uma lágrima
Por pensar ter o mundo
Na palma de sua mão

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Alegoria

Sendo o quê
Sempre eu 
         E você
Sem saber
      Quanto mais ceder
Quantos somos
        Eu
             E você

Sem te ver
Quiçá vivemos
     Sem me deter
Eu queremos
      Só saber
Quanto menos entendemos
O quanto eu refletimos
      Determinamos
      Que nossas visões
       E demônios
   Não são meros demodés 

Ou há você em mim
     Ou me adequei a viver
Sempre
            Louca 
    Desvairadamente 
          Em você