Existem coisas as quais simplesmente não damos valor, subestimamos, não sentimos. Há aqueles que usufruem da beleza do simples viver a todo momento, da natureza, do vento a bater no cabelo, do contato humano; e há aqueles que vivem sem reconhecer a beleza de viver. Encontramo-nos com essas pessoas todos os dias. Seu mundo não é o verdadeiro mundo, e sim aquele se prenderam.
No entanto, há pessoas que além de ter um próprio mundo e de admirar o verdadeiro, apegam-se a um outro fator. Um fator que, por sua vez, é quase sempre ignorado, interrompido, desmantelado, evitado: O silêncio.
Hoje, nos esquecemos do silêncio. Não o queremos, e amamos contorná-lo. E por que isso? Pois é no silêncio que tudo se esconde. Jamais nos assuntos do mundo, assuntos soberbos, mas de si mesmo. Quantas vezes, ao ficar sozinho em algum momento, o indivíduo não consegue evitar de pegar logo um fone de ouvido para ouvir qualquer coisa? Quantas vezes no dia nos pegamos tentando fugir de nós mesmos, de nosso próprio pensamento? O silêncio é duro, é cruel, mas é nele que se esconde a verdade.
Sempre apreciei o silêncio. Deveras, um fiel companheiro, e ademais uma dádiva. No silêncio, você descobre quem realmente é. Nele, não existem conflitos, não existem guerras. Você é o controlador de seu mundo, e o observador do mundo exterior. No silêncio, você é um deus , um crítico indomável. No silêncio, a única pessoa que pode te julgar é você mesmo.
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