Odeio sonetos
A tal ponto
Que quero desfigurá-los
E dividí-los em feudos
Com suas raras exceções
São-me tão detestáveis
Quanto atores pitorescos
E sem emoções
Essas feras sem bando
Levando todos e sempre
Ao eterno pranto
Os sonetos que se explodam
Não os quero junto às minhas marcas
A não ser que sejam menos que larvas
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