Difícil é conviver
Com relações extremas
Dormir em cima de armas
Guerrear com flores e penas
Pisar em edifícios
Observar as formigas
Difícil é almejar
O amor contemplado
Quando o amor recebido
Não se equivale ao amor
Que por ti é dado
Difícil é aproveitar a queda
Sem abrir o para quedas
E quando a terra avistar
Não saber distinguir o céu
Da água do mar
E aposto que neste ponto
Mesmo distantes
No monte, no campo
Na cidade, na lua minguante
Todos irão concordar
Pois, caso contrário,
Para que os anos, a vida, o amor
Serviriam?
Apenas para somar?
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