Com calos de paixão em cada sílaba
- Como a gente é bobo, né? - observa a garota. - Será que é coisa de poeta, essa mania de se envolver muito rápido?
O garoto permanece calado.
- Deve ser... - A garota continua. - Acho que é coisa de poeta viver nos extremos. Felicidades absurdas, tristezas absolutas.
Olhando vorazmente, o garoto diz o que está em sua mente:
- Com rima,
Sem rima,
Tudo sempre,
Sempre se transforma em pranto,
Até gírias viram encanto.
- Daqui a pouco até o vento vira poesia
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